A aparência é um fator que preocupa muitas mulheres. A vaidade que normalmente surge na adolescência e vai aumentando naturalmente com o tempo e o amadurecimento, está sendo cada vez mais explorada nas crianças. Muitas meninas estão trocando as brincadeiras, bagunças, diversão pelo mundo da moda. O que passa a ser importante são a maquiagem e as roupas. Isso acontece, na maioria dos casos, por que as mães querem realizar um sonho do passado por meio de suas filhas e as incentivam (e pressionam) a participar de concursos, como os de Miss Mirim, ou a se tornarem modelos mirins. Em alguns casos a vontade surge da própria menina, devido à propaganda intensiva que a mídia faz e o que atinge facilmente as crianças. Mais bonita, mais aceita, melhor do que as outras, vestido mais bonito, etc., são pensamentos que rodeiam a vida dessas meninas, juntamente com a pressão de não desistirem e ganharem o concurso. Será que para ser reconhecida dentro da sociedade é preciso tanta mudança?
Nós conversamos com Isadora, uma menininha muito arteira que ainda está aprendendo a ser vaidosa. O resultado você pode conferir logo abaixo. ^^
“Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, um pão com gergelim. É Big Mac. É Big Mac!”
Confesso que essa música, junto com as de Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e Xuxa, fizeram parte da minha infância. E acho que também da de milhares de crianças Brasil afora.
E aquela propaganda era tão tentadora, que toda vez que passava na TV, lá ia eu encher a paciência da minha mãe pra comprar o tal lanche.
E hoje em dia, mais de 10 anos depois, como está a publicidade desses alimentos? Bem mais atraentes é verdade, e cada vez mais voltadas para o público infantil. Isso porque eles têm 80% de influência nas decisões de compra dos pais. As crianças são um filão tão importante que em 2006, no Brasil, foi investida a generosa quantia de R$210 milhões somente em publicidade infantil.
E o resultado disso é um aumento considerável no consumo de junk food por crianças, o que as coloca no grupo de risco da obesidade, sujeitas a uma série de problemas de saúde, antes considerados exclusivos dos adultos que se agravam no médio e longo prazo.
E é claro que existem outras questões. A publicidade não vende apenas um produto, ela vende também uma ideologia. E a que está contida em toda e qualquer propaganda é que você só é feliz se consumir. Elas também são ambíguas: tanto incentivam a comer, quanto condenam quem não é magro e esbelto ao exaltar essas características nos personagens das publicidades.
E isso na infância é extremamente prejudicial porque é a fase onde a criança está construindo a sua personalidade e buscando padrões a serem seguidos. Isso aliado ao sentimento consumista transforma a criança em futuro adulto frustrado.
É possível resolver?
Por conta disso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pela fiscalização dos alimentos, vem discutindo desde 2006 mudanças nas regras para publicidade infantil de alimentos no intuito de acabar com os abusos praticados pelos anunciantes e proteger as crianças.
Uma das principais mudanças é proibir a comercialização de brindes junto com esse tipo de comida e também a veiculação de propagandas voltadas para crianças.
Espera-se que com isso, os fabricantes mudem a composição dos alimentos para se adequarem a nova regulamentação e, com isso, proporcionar mais qualidade de vida à população.
O vídeo abaixo foi gravado em uma despretensiosa tarde de sábado no Shopping Vitória.
Graffiti de Banksy em Londres. O artista frequentemente contrasta a inocência da infância com temas políticos em suas obras.
Cada geração lida com a infância de uma forma diferente. Os tempos mudam, mudam também os valores e a forma de se relacionar com os outros e consigo mesmo. Ultimamente, as crianças têm sido objeto de intensos debates, seja dentro da sociedade civil ou na academia, entre comunicólogos e cientistas sociais.
No edição de agosto/2009, a revista Superinteressante alimenta o debate com a matéria “O fim da Infância”, de Emiliano Urbim. Para a Super, assim como para vários teóricos, a infância é antes uma invenção do homem que uma determinação na natureza. Nasce no contexto das revoluções francesa e industrial (sobretudo esta última), com a obrigatoridade escolar para os pequenos, e tem seu apogeu nos anos 50. A separação entre crianças e adultos nesse período é abissal, em que “criança não se mete em coisa de adulto”. O conceito começa a definhar na segunda metade do século XX, com a popularização da TV. Morre em nossa década, pelos efeitos da era da informação. A infância, segundo a reportagem realmente interessante, embora simplista, de Emiliano Urbim, viveu 259 anos no ocidente.
A discussão rende, claro. Não sei se a infância, em termos gerais, morreu de fato, mas uma coisa é certa: as crianças estão crescendo cada vez mais rápido. Hoje é praticamente impossível afastá-las das coisas “dos adultos”. Nosso estilo de vida acelerou o amadurecimento físico e mental de nossos meninos e meninas, que chegam cada vez mais cedo à adolescência (outra invenção). O que era inconcebível nas crianças de 10 ou 20 anos atrás, hoje é natural, até mesmo comum. Prova disso é o depoimento de Rebeca Blackout, no vídeo abaixo.
Jamais saberemos ao certo o que é realidade e o que é ficção no depoimento de Rebeca. Precisa? Aos 13 anos, ele deveria estar acabando de sair da infância, descobrindo a sexualidade aos poucos. Pelo contrário, é homossexual assumido há 6 anos, nenhum pouco acanhado ao relatar suas experiências. Excessão? Não. É uma evidência de como não só as crianças, mas a forma que as enxergamos mudam com o tempo. O que há anos atrás seria um atentado à moralidade, hoje é até engraçado.
Mas o que está deixando as crianças assim? Aqui vai uma dica:
Festas como essa, que aconteceu no México, também são comuns no Brasil. O som muda um pouco, talvez. O fato é que não há como criticar as crianças tendo em vista o comportamento dos adultos, que dão o exemplo. Bandas como Calypso e atrações originalmente destinadas a adultos, como o Dança dos Famosos do Faustão, já tiveram sua versão mirim. Os adultos são os que mais se divertem com essa inversão de papéis. No universo infantil propriamente dito, isso também acontece com muita frequência. Se nos anos 90 o legal era criar uma versão kids dos desenhos animados, como aconteceu com Tom & Jerry, Os Flinstones e Scooby Doo, entre outro, a onda agora é fazer as personagens crescerem. Os Rugrats (Anjinhos) e as turmas da Mônica (abaixo) e da Luluzinha tiveram que crescer pra chamar a atenção das crianças. Deu certo!
Pois é, eles cresceram e ficaram super-descolados.
Tudo sempre muda, e cada vez mais rápido. Quando eu paro pra observar as crianças de hoje, lembro da minha infância e do quão “bobinho” eu era perto de uma delas. Vários amigos meus pensam a mesma coisa, outros nem tanto. Disso tudo, enfim, tiramos uma conclusão que dificilmente será unânime (ainda bem). A infância, como conhecíamos há algumas décadas, definivamente não existe mais. Sem juízos de valor ou saudosismo aqui, não acredito nessas mudanças que vêm pra melhor ou pra pior. O que elas fazem é transformar as coisas. Se a infância (como conhecíamos) não existe mais, é porque as crianças são outras.
Até este momento, nós do Opostos e Dispostos nos dedicamos a tratar de diversos assuntos relacionados a comportamento e cultura em formas variadas, sem que haja necessariamente uma ligação entre um post e outro. Bom, até este momento! Está na hora de amadurecermos um pouco mais as discussões e, para isso, partiremos para discussões mais profundas e mais elaboradas.
Os próximos posts do O&D irão tratar de tema muito relevante e delicado: a infância. Nosso foco são as mudanças que estão ocorrendo no comportamento das crianças e, também, na forma que os pais e a mídia se relacionam com elas. Todo o estranhamento que essa mudança nada recente nos provoca é uma grande motivação para nós. Sendo assim, vamos nos aventurar por linguagens multimidiáticas que produzimos e que a internet nos oferece. Sem mais descrições, esperamos que gostem!
Como seria um poeta pra você? Um senhor de cabelos brancos e óculos de armação pesada? Uma jovem de traços delicados com ar lânguido? Ou um boêmio de cabeleira esvoaçante, que afoga sua mágoa em bebedeiras melancólicas anestesiando seu amor frustrado? Para nós ele é um sujeito simpático, risonho, com algumas espinhas e uma barba rala pelo rosto, vestido com roupas esportivas e muitos anéis. Nada que chamasse a atenção ou o destacasse entre a multidão. Leia o resto deste post »
A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, políticoso e sociológicos. Pode-se ver a moda naquilo que se escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, ou mesmo o mundo da moda vem surpreendendo e superando as pessoas com cores vivas e novas tendências, em que o seu público alvo é o jovem.
O jovem é a pessoa que mais se encontra em constantes mudanças, nunca esta satisfeito com o que tem ou com o que comprou; iventa, mata, rouba, faz trabalho forçado etc, tudo isso por causa da moda. Mas nao so, estes fatores tem as suas raizes que é a sociedade midiatizada onde vivemos em que os fluxos de informações pelo capitalismo informacional é gerada de maneira intantanêa. Fazendo com que a cultura jovem perda a sua identidade.
O lego foi um briquedo inventado na década de 1930 por um dinamarquês que queria estimular a criatividade dos moleques lá de Copenhague. O brinquedinho fez sucesso e passou a ser fabricado em escala industrial a partir da década de 1950 e ainda continua popular no mundo todo. Mas os bloquinhos coloridos de plástico injetado acabaram estimulando a criatividade de alguns adultos também. Estimulou tanto que virou matéria-prima para algumas obras-primas da lego-arte. Certos artistas resolveram adotar o lego na criação de suas obras dando origem a lego-arte. Natahan Sawaya é um dos mais criativos com o lego fazendo verdadeiras mágicas , criando desde um autoretrato até esculturas de pessoas em tamanho natural. Vale à pena conferir.
Como já cantava Rita Lee “[...] foi ciúme sim[...] perdi a cabeça”.
Atire a primeira pedra quem nunca teve uma crise de ciúmes, e chorou, brigou, se descabelou, fez A cena.
Até aí tudo bem. Um pouco de ciúme não faz mal, pelo contrário, serve como uma proteção ao amor, mostra que há uma preocupação e sentimentos, é um ponto positivo para o relacionamento.
O problema surge quando as crises se intensificam e a pessoa começa a ver problema onde não tem.
O ciúme é um sintoma da falta de amor-próprio e o medo de ser rejeitado(a). O ciumento(a) não tem confiança em si próprio e menos ainda no parceiro, e está sempre convecido de que o outro é infiel. Para ele fantasia e certeza se confundem, e as dúvidas são supervalorizadas.
É aí que começa a invasão de privacidade e as atitudes ridículas, reconhecidas como tal pelo ciumento, como verificar ligações, correspondências, emails, visitas surpresas em casa ou no trabalho. O fato de não encontrar nenhuma evidência geralmente causa ainda mais desconfiança.
A saída nesses casos é um diálogo franco e aberto com o parceiro, mas quando não é suficiente, o ideal é procurar um psicólogo e fazer o tratamento adequado.
Na literatura
Esse sentimento tão contraditório e pertubador já foi tema de vários clássicos da literatura como Dom Casmurro, de Machado de Assis (1899), São Bernardo, de Graciliano Ramos (1934) e Otelo, de William Shakespeare (1603), onde se encontra a mais popular definição de ciúme: “ciúme é um monstro de olhos verdes (a green-eyed monster)”.
Para algumas pessoas altura não é uma questão relevante, já para outras faz muita diferença.
Muito altas ou muito baixas, as pessoas tem diferentes reclamações sobre a influência da estatura no dia a dia, e quando não satisfeitas usam de artifícios como o salto alto para as mulheres.
Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, estabeleceu uma relação entre a felicidade de uma pessoa e sua altura. Publicado na revista Economics and Human Biology , a pesquisa mostrou que pessoas mais altas geralmente possuem um maior otimismo com relação as atividade diárias.
Após analisar 450mil americanos, foi possível identificar que os homens que se consideravam infelizes com a vida, eram em geral 2cm mais baixos do que a estatura média da população (1,75 cm), e as mulheres 1,3 cm mais baixas que a média (1,61 cm). Se fossem cerca de 7 a 6cm mais poderiam ter uma percepção diferente em relação a qualidade de vida.