“Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles, um pão com gergelim. É Big Mac. É Big Mac!”
Confesso que essa música, junto com as de Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e Xuxa, fizeram parte da minha infância. E acho que também da de milhares de crianças Brasil afora.
E aquela propaganda era tão tentadora, que toda vez que passava na TV, lá ia eu encher a paciência da minha mãe pra comprar o tal lanche.
E hoje em dia, mais de 10 anos depois, como está a publicidade desses alimentos? Bem mais atraentes é verdade, e cada vez mais voltadas para o público infantil. Isso porque eles têm 80% de influência nas decisões de compra dos pais. As crianças são um filão tão importante que em 2006, no Brasil, foi investida a generosa quantia de R$210 milhões somente em publicidade infantil.
E o resultado disso é um aumento considerável no consumo de junk food por crianças, o que as coloca no grupo de risco da obesidade, sujeitas a uma série de problemas de saúde, antes considerados exclusivos dos adultos que se agravam no médio e longo prazo.
E é claro que existem outras questões. A publicidade não vende apenas um produto, ela vende também uma ideologia. E a que está contida em toda e qualquer propaganda é que você só é feliz se consumir. Elas também são ambíguas: tanto incentivam a comer, quanto condenam quem não é magro e esbelto ao exaltar essas características nos personagens das publicidades.
E isso na infância é extremamente prejudicial porque é a fase onde a criança está construindo a sua personalidade e buscando padrões a serem seguidos. Isso aliado ao sentimento consumista transforma a criança em futuro adulto frustrado.
É possível resolver?
Por conta disso, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pela fiscalização dos alimentos, vem discutindo desde 2006 mudanças nas regras para publicidade infantil de alimentos no intuito de acabar com os abusos praticados pelos anunciantes e proteger as crianças.
Uma das principais mudanças é proibir a comercialização de brindes junto com esse tipo de comida e também a veiculação de propagandas voltadas para crianças.
Espera-se que com isso, os fabricantes mudem a composição dos alimentos para se adequarem a nova regulamentação e, com isso, proporcionar mais qualidade de vida à população.
O vídeo abaixo foi gravado em uma despretensiosa tarde de sábado no Shopping Vitória.


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